Criar para si um corpolento: escrever um corpo em cartas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23564778Palavras-chave:
Político-clínica; corpulência; tempo; metodologia epistolarResumo
Com inspiração em Antonin Artaud e seu teatro da crueldade, deseja-se pensar o corpo, experimentando-o no tensionamento ao projeto moderno-colonial e sua política das famílias. Diante das investidas da vida capital (por meio de inúmeras intervenções biomédicas, estatais e mercadológicas de patologização e sujeição dos corpos gordos ao estilo de vida ativa, empresarial, fitness) e mesmo através de práticas ativistas de empoderamento do corpo gordo; ambas, sejam as de sujeição ou de empoderamento, individualizantes, desdobram-se numa pergunta-desvio: como criar para si um corpolento? Fazendo dessa pergunta um território comum de vida e de pesquisa, propomos pistas de um modo de fazer, convidando a uma político-clínica incorporada, encorpada e engordurada tramada por meio da escrita de cartas, uma política de narratividade que escreve e inscreve no corpo uma outra temporalidade.
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