Repensando o uso de medicamentos para o cuidado em outros territórios
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23261486Palabras clave:
Medicação; Atenção Psicossocial; Famílias; Territórios; EsquizoanáliseResumen
Este artigo discute o fenômeno da medicalização a partir de uma pesquisa de doutorado sobre as relações entre famílias, usuários e equipes trabalhadoras da Rede de Atenção Psicossocial de Belo Horizonte. As práticas de cuidado centradas no saber da medicina, dentre as quais se encontra o uso de medicações psiquiátricas, se tornaram hegemônicas com o paradigma manicomial para o tratamento da loucura, o qual é entendido como associado à colonialidade. No entanto, pela proposta de reabilitação psicossocial e pela atuação em redes comunitárias de atenção, têm sido construídas experiências alternativas ao que chamamos de medicalização das situações de sofrimento. A produção e análise dos dados se baseou na Esquizoanálise de Gilles Deleuze e Félix Guattari, bem como nas práticas profissionais a partir do desenvolvimento da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Experiências de manejo do uso de medicamentos são mencionadas em diálogo com a literatura sobre as experiências nas redes de saúde mental brasileiras. Com os relatos dos e das participantes da pesquisa, sugerimos o uso de estratégias coletivas de intervenção que possam contribuir com outros modos de subjetivação acerca das experiências de sofrimento, refazendo territórios existenciais ampliados nas relações entre sujeitos e os elementos socioculturais que os envolvem, especialmente no que concerne ao uso de medicamentos psiquiátricos.
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