Poéticas para dilatar imaginários: grupalidades, arte e sexodissidências como gesto contracolonial em pesquisa
DOI :
https://doi.org/10.5281/zenodo.23501586Mots-clés :
pesquisa-intervenção, sexodissidências, grupos, cartografia, contracolonialidadeRésumé
Arreganhando as brechas rasgadas pelas epistemologias feministas, transfeministas e contracoloniais, o presente trabalho narra uma pesquisa-intervenção que teve como objetivo investigar sentidos produzidos sobre sexualidade e subjetividade a partir da não-binariedade e da não-monogamia, por meio de dez encontros em Grupos de Criatividade com doze pessoas sexodissidentes. Convidando metodologias participativas artísticas, feministas e contracoloniais para o trabalho com grupos, apresentamos o preparo das oficinas de pesquisa, os encontros com o grupo, as transformações das participantes, os aprendizados e afetações percebidas. Entre a linha dura das temporalidades normativas - que esperam linearidade, progresso, estabilidade - e as linhas de fuga que o grupo revela ao habitar tempos múltiplos, concomitantes, desalinhados, a pesquisa aqui narrada tem inspiração na cartografia. A análise dos vestígios dos processos de criação nos grupos faz emergir a trama: outros mundos no descompasso do tempo binário. Apostando na indissociabilidade da arte e da vida, trazemos que as práticas de arte, ou antiarte, podem abrir caminhos potentes para escutar e expressar experiências sexodissidentes. Um escrito que vem para contraproduzir uma psicologia, talvez engendrar uma psicologia contracolonial, ou uma contra-psicologia, anunciando multiplicidades.
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