Masculinidade e afetividade do homem negro no Brasil: uma análise genealógica das relações de poder
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.13941607Palabras clave:
Masculinidade negra; afetividade; racismo estrutura; resistência; genealogia socialResumen
Esta pesquisa investiga a construção histórica e social da masculinidade e da afetividade do homem negro no Brasil, analisando as dinâmicas de poder que atravessam essas identidades em contextos de opressão racial e de gênero. Utilizando o método genealógico, o estudo rastreia as transformações desses conceitos ao longo do tempo, buscando desvelar como o racismo estrutural e o colonialismo moldaram as representações do corpo negro masculino, especialmente no que diz respeito à virilidade e à desumanização. A metodologia inclui a análise de obras literárias, documentos históricos e representações midiáticas, além de um exame das relações de poder que configuram a masculinidade e o afeto. Os resultados destacam a marginalização do homem negro dentro dos padrões hegemônicos de masculinidade, bem como a violência simbólica e a sexualização que persistem nas representações contemporâneas. Contudo, emergem também formas de resistência e ressignificação, tanto no plano individual quanto coletivo, que buscam romper com os estereótipos e criar novas narrativas de masculinidade e afetividade, promovendo a emancipação e a autenticidade do homem negro.
Citas
ALMEIDA, Silvio Luiz de. O que é racismo estrutural? São Paulo: Pólen, 2019.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.
CARONE, Iray. Breve histórico de uma pesquisa psicossocial sobre a questão racial brasileira. IN: CARONE, Iray; BENTO, Maria Aparecida Silva. (org). Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2016.
CHRYSANTHÉME. Contos para crianças. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1912.
FAUSTINO, Deivison. O negro, o drama e a trama da masculinidade no Brasil. Cult, v. 242, n 22, p. 30-32, 2019. Disponível em Dossiê | Cartografias da masculinidade (uol.com.br). Acesso 30 ago. 2024.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão (R. Ramalhete, Trans.). Petrópolis: Vozes, 1987.
NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da moral: uma polêmica (P. C. de Souza, Trans.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
OLIVEIRA, Pedro Paulo de. A construção social da masculinidade. Belo Horizonte: Editora UFMG; Rio de janeiro: IUPERJ, 2004.
PATRÍCIO, Claudio. A dor invisível: Reflexões sobre o sofrimento do homem negro numa sociedade patriarcal e racista. SciELO Preprints, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7021. Acesso em: 15 ago. 2024.
PINHO, Osmundo. Qual é a identidade do homem negro? Democracia Viva, v. 22, p. 64-69. 2004 Disponível em: https://encurtador.com.br/Tp4Hu. Acesso em: 17 ago. 2024.
SANTOS, Daniel do. Problemas de gênero dos homens negros: Masculinidades negras através das perspectivas do pensamento feminista negro e decolonial. Revista da associação brasileira de pesquisadores/as negros/as (ABPN), v, 11, n. 30, p. 71-95, 2019. DOI: https://doi.org/10.31418/2177-2770.2019. Acesso 20 ago.2024.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na sociabilidade brasileira 1. ed. São Paulo: Claro Enigma 2024.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Cadernos do LPPP UFJ está licenciada com Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional







