Movimentos aberrantes e a luta por terra: diálogos entre a filosofia da diferença e os campesinos excluídos da história fundiária do RS
DOI :
https://doi.org/10.5281/zenodo.21889047Mots-clés :
camponês, terra, movimentos aberrantesRésumé
O presente artigo pretende relacionar a filosofia da diferença ao contexto rural do Rio Grande do Sul até a Lei de Terras de 1850, provocando uma leitura do camponês como personagem conceitual que anima movimentos e não como classe que representa um estrato social. Assim, pretende-se dar visibilidade aos personagens históricos da luta pela terra e relacioná-los com práticas e conhecimentos contracoloniais contemporâneos, sobretudo por uma lupa conceitual dos movimentos aberrantes e inconsciente colonial. Para tanto, foi realizada uma leitura da bibliografia rural gaúcha com método cartográfico. Tal revisão revela que os sujeitos implicados na exclusão do direito à terra podem ser concebidos como movimentos aberrantes, já que formam grupos com maneiras singulares e de múltiplos modos de organização para sobreviver ao atual sistema capitalista e que foram invisibilizados da história rural brasileira. Por conta disso, este texto reitera a necessidade de repensar a maneira de olharmos esses movimentos históricos pela historiografia, em um cenário ético-político de devastação do campo e de práticas exploratórias do uso da terra.
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