Trilhas para uma perspectiva decolonial da memória
DOI :
https://doi.org/10.5281/zenodo.22086645Mots-clés :
Memória, Perspectiva Decolonial, Conhecimento, Psicologia Social, Produção de ResistênciaRésumé
O presente artigo, derivado de uma pesquisa cartográfica sobre a memória de participantes de um coletivo de luta antimanicomial - a Associação Potiguar PLURAL da cidade de Natal, busca, na perspectiva decolonial, pensar a memória e seus usos a partir de referenciais teóricos que escapem da colonialidade. Durante o decurso do acompanhamento das ações políticas do coletivo, a dimensão do controle político sobre uma história única tensionou a aproximação acadêmica com outros referenciais teóricos pela perspectiva da diferença e da insubordinação epistemológica de modelos de saber dentro da ciência. A partir desse encontro com autores e olhares diversos, duas trilhas se abriram para pensar o campo da memória: a das relações de fronteiras entre saberes e posições de desobediência, e a ação da memória como uma prática crítica à colonialidade. Tais trilhas nos ajudaram a pensar a memória como objeto de produção de resistência dentro de espaços políticos de apagamento das histórias e sua potência enquanto posição de insubordinação às dominações
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