Produção da saúde por ontologias relacionais: ecosofia, compostagem e cosmopercepções amazônicas como resistências à expropriação
Mots-clés :
Amazônia; Ecosofia; Compostagem; Modos de vida; ExpropriaçãoRésumé
Este artigo apresenta uma análise de modos de subjetivação ligados às relações com as práticas de saúde por meio do território da Amazônia. Aborda-se pensar e delinear os modos de existência na relação com a floresta e com os seres múltiplos que compõem os territórios. Conversamos com a produção da diferença no plano das ritualidades, agências diversas, trilhas, dispositivos sociotécnicos, animismos e perspectivismos. Problematiza-se a relação das constituições dos corpos em confluências de encontros e potências em variação de cosmogonias com forças-fluxos desejantes nos agenciamentos coletivos de enunciação na compostagem, na geofilosofia e nas modulações afirmativas da produção da saúde pelos encontros com a fauna, as águas, a terra, os frutos, flores, plantas, fungos, subsolo, artesanatos, festas, linguagens, cantos, danças, músicas, manifestações e sonhos. Conclui-se que há uma política de resistência ao desenvolvimento de grandes projetos e suas expropriações exploradoras.
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