Abacates, Pinhões e Bergamotas: por uma esquizoanálise situada

Autores

  • Leonardo de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Luiza de Azevedo Schnitzer Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Patricia dos Passos Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Lilian Rodrigues da Cruz Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22279817

Palavras-chave:

Esquizoanálise; práticas situadas; decolonialidade; frutificações

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os limites da perspectiva esquizoanalítica quando aplicada em territorialidades brasileiras, seja nas possibilidades de práticas clínicas individuais ou coletivas. Embora a esquizoanálise ofereça ferramentas potentes para a desconstrução de modelos normativos de subjetivação, por si só não constitui uma abordagem decolonial, principalmente pelos limites de sua construção ocidentalizada e fundamentada em epistemes hegemônicas. Propomos, através desse campo crítico, refletir sobre possíveis composições dessa perspectiva com o arquivo decolonial, situando suas potências com as necessidades do território brasileiro em sua pluriversidade. Propomos, então, uma torção conceitual que frutifica a esquizoanálise através de três operadores materiais: o abacate, que desloca a clínica hegemônica em ritmos de amadurecimento; o pinhão, comida-comum que tece resistências; e a bergamota, repartida entre mulheres em ocupações urbanas como gesto político. Essas frutas, longe de metáforas, são teóricas locais que exigem uma escuta enraizada na pluriversidade dos territórios. Concluímos que estas frutificações podem oferecer pistas para uma clínica nômade que recusa a universalidade em favor de uma esquizoanálise situada, na qual o cuidado se faz no tempo do amadurecimento, na resistência e na ética coletiva.

Biografia do Autor

Leonardo de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicólogo (UNISC), escritor, músico, redutor de danos, mestre e doutorando em Psicologia Social e Institucional na UFRGS. Membro do Grupo de Estudos em Psicologia Social, Políticas Públicas de Produção de Subjetividades (GEPS), do Projeto de Extensão (R)existe Ocupação Cultural e do Coletivo Projeto Ocupação Cultural.

Orcid: https://orcid.org/0009-0000-2189-3790

Lattes: https://lattes.cnpq.br/0740121390906008

 

Luiza de Azevedo Schnitzer , Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Graduanda em Psicologia na UFRGS, bolsista de extensão do Projeto (R)existe Ocupação Cultural, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional UFRGS.

Orcid: https://orcid.org/0009-0005-3003-0715

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5935080645138117

 

Patricia dos Passos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Formada em psicologia, mestra e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional UFRGS.

Orcid: https://orcid.org/0009-0002-3833-0702

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3520671820872599

 

Lilian Rodrigues da Cruz , Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicóloga, doutora em psicologia (PUCRS), professora e pesquisadora do Instituto de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Grupo de Estudos em Psicologia Social, Políticas Públicas de Produção de Subjetividades (GEPS).

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1850-3023

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7498965855084509

 

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Publicado

2026-09-03

Como Citar

Oliveira, L. de, Schnitzer , L. de A., Passos, P. dos, & Cruz , L. R. da. (2026). Abacates, Pinhões e Bergamotas: por uma esquizoanálise situada: . Cadernos Do LPPP UFJ, 3, e0310. https://doi.org/10.5281/zenodo.22279817